"Welcome to England / Babylon will snatch your visa"... Este aviso consta da bootleg remix de Damian Marley em “Welcome To Jamrock” e com certeza que soará verdadeira a muita gente. Mas não se aplica a Ross. Com quase 20 anos, este irlandês de cabelos compridos já viajou pelo mundo e por muitos mares, Sri Lanka incluindo, e sem problema. Nada mau para um tipo de uma cidade muitas vezes denominada de “the big smoke”, como é Harrow, no Nordeste de Londres.
Para ele, o skate surgiu quase como uma coincidência, em parte porque o dono de uma loja de skate local lhe ofereceu uma tábua. Podia ser qualquer coisa, na verdade, porque o Ross é curioso e de mente aberta. Não cabe em caixas pequenas. Quando chegamos à conclusão que só ouve reggae, percebemos que, afinal, também gosta de The Cure e Nirvana e reverencia artistas britânicos underground como a lenda do jungle Shy FX ou o rapper britânico Taskforce. Quando o catalogamos como um skater tecnológico graças ao seu mortal kickflip b-side 360, vemo-los a afinar um fabuloso melon grab por cima de uma mega-rampa como no vídeo Trailer Trash. E por aí fora. Que outro street skater conseguria um 4º lugar nas finais do Quiksilver Bowlriders? Pois. A beleza da coisa é que apesar de estar bem cotado nos rankings, Ross cultiva mais os seus dotes para a festa do que os de treino. Ele diverte-se e muito, sendo esse o seu grande objectivo. Ao passar por esta jornada de existência, segue o ditado da estrela de rubadub jamaicana Barrington Levy: “Ama a vida que vives, vive a vida que amas”....parece um manifesto, que ele assina por baixo.

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