Mendizabal

Javier

Biography

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O País Basco pode ser visto como um mundo à parte. Pelo menos é assim para o Javier. Em 1994 fez um filme, Wonderland, que é uma das primeiras provas do seu espírito indiferente e relaxado. Em que ano foi, 1994? Exactamente. E já nessa altura, enquanto o mundo do skate estava a tentar recuperar dos tempos dos pressure flips, o Javier era diferente, misturando, nesse filme feito em Gijon, o velho e o novo, o técnico e o radical. Nesse dias distantes mais segregadores, não havia muita gente a ver a mesma beleza num kickflip f-side nose slide como num indy air gigante de três metros numa rampa de 2 metros. O Javier sentia-se atraído pelas duas. O ambiente onde vivia, de Gijon a Algorta, não o permitiria ser de outra maneira. A cultura absorvida nos skate parques onde se falava uma língua única e sem qualquer ligação com outros pontos da Europa revelou-se nestes indivíduos com uma característica principal: nunca se rebaixarem a ninguém. Pode parecer rude mas a brutalidade dos locais e a demonstração de radicalidade Basca, foi aquilo que moldou a forma única de fazer skate de Javier. O homem consegue fazer um tailslide onde outros quase não conseguem fazer um kickturn, como provado por uma certa revista de Skate. Para o Javi, as profundas e rápidas piscinas de Brixleeg, Marselha ou Malmoe são como a curva do bairro. E no entanto, sem qualquer tipo de arrogância, nunca. O que o Mendi quer é simples: tem estado a viajar nos últimos 10 anos e isso é o que quer continuar a fazer. Andar de local em local. Sem competir. Sem ser para ganhar. Só para fazer skate de uma forma verdadeiramente boémia. O Javier nunca precisou de entregar nenhum currículos para trabalhos das 9 às 5. O estiloso Basco já recebeu elogios dos seus homólogos norte americanos por apenas ser... ele próprio. Quando o escritor John Krakauer descreveu o seu personagem principal de "O Lado Selvagem", não é certo que estivesse a descrever skateparks. Mas o Javier arrancou na mesma. E não vai regressar tão cedo.